A história da Agro Antônio Balbino teve início antes da criação do registro genealógico da raça Nelore, em 1938, para definição das características da raça.

A Agro Antonio Balbino não é uma empresa única, ela faz parte de um complexo de empresas do setor do agro que iniciou em 1928 como Companhia Sertaneja.

Criada no Oeste baiano, através da família Balbino e seus parceiros, desde sempre a tecnologia e o pioneirismo fez parte de seus fundamentos. A Companhia Sertaneja foi a primeira a investir em geração de energia, no interior da Bahia, além de frigorífico exportador de carne, com comercialização e beneficiamento de produtos agropecuários.

Através das propriedades da Cia. Sertaneja, surgiu a Agropastoril Antônio Balbino. Porém, antes do surgimento oficial de criação seletiva nos anos 1990, foi necessário muito estudo, planejamento e estratégia comercial adequada, iniciada nos anos 1970.

Foi no ano de 1986 que o atual gestor, Antonio Balbino Neto, ingressou na empresa e implantou o advento do cruzamento industrial, objetivando a heterose - fenômeno pelo qual os filhos provenientes de cruzamento de raças diferentes apresentam melhores desempenhos, como maior produtividade, resistência e precocidade que seus pais - entre as raças taurinas e a raça Nelore, o que transformou a propriedade familiar da Fazenda Santo Antônio, de experimental a produtiva.

No final da década de 1980, os plantéis de Nelore já estavam em formação. Nesta época, o oeste baiano se tornou um forte polo de produção de bezerros.

Os primeiros registros de Nelore PO - Puros de Origem, foram feitos de forma manuscrita pelo próprio Antonio Balbino Neto. Na época eram cerca de 50 a 80 registros por ano.

Nos anos 1990 teve início o emprego de tecnologias com ênfase no gado Nelore. Na época, a transferência de embriões (TE) era realizada através da superovulação das doadoras, o que gerou resultados interessantes para o período.

Foi em busca de mais tecnologia e informações sobre a área que o proprietário Antonio Balbino Neto capacitou-se no curso de jurados da ABCZ - Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, especialização em Melhoramento Animal e Agrostologia na ESALQ - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" e FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba. Na sequência, a Agropastoril Antonio Balbino se inseriu nos programas de avaliação da ANCP - Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores.

As matrizes tetravós são todas da mesma marca de fundação. A genética foi incrementada através de inseminação artificial ao longo dos anos e multiplicou as fêmeas fundadoras do rebanho, oriundas dos trabalhos de seleção que foram iniciados pela família do Sr. Carlos D’Almeida Borges (Grupo Sabbá) e do rebanho de referência da Barba Embryo (Família Calmon). Foi construída assim, através de uma seleção intra rebanho forte, o atual plantel Nelore PO.

No ano de 1996 nascerem os primeiros produtos Nelore PO com a série BINO, marca da Agropastoril Antonio Balbino, devidamente registrados na ABCZ. Surge então o marco zero da inserção dos primeiros animais Nelore PO da atividade pecuária Antonio Balbino.

De 1996 a 2000 o foco da Agro Antonio Balbino foi exclusivamente em Inseminação Artificial. Foi utilizada toda expertise e relacionamento em acessar o melhor material genético disponível para incremento de produtividade na genética Nelore.

Em 2005 iniciou a prática da IATF - Inseminação Artificial em Tempo Fixo e Fertilização in Vitro - FIV, sempre associado aos processos de acasalamentos dirigidos e otimizados com o auxílio de programas específicos e assessorias profissionais especializadas. Neste ano ocorreu ainda a 1ª Edição da Prova de Ganho em Peso a Pasto chancelada pela ABCZ, e avaliações fenotípicas pelo EPMURAS, tanto para as provas quanto para os programas de avaliação genética. Isso propiciou o início do primeiro leilão para comercialização dos animais oriundos da prova de avaliação de desempenho (antes comercializados por meio de venda na fazenda).

Em 2010 foram incluídas a avaliação de carcaças em trabalho desenvolvido com a AVAL Serviços Tecnológicos. Nesse período, com o advento das tecnologias de marcadores, a genômica foi incorporada ao processo de seleção da Agro Antônio Balbino na raça Nelore, inicialmente com a ANCP e atualmente também com o PMGZ.

No ano de 2015 foi realizada uma parceria com a BrasilcomZ Zootecnia Tropical, através de uma equipe afinada, treinada e coordenada pelo Prof. William Khoury Filho, que aperfeiçoou as técnicas já utilizadas, e do incremento de um programa próprio de avaliação intra-rebanho e acasalamentos dirigidos mais aprimorados.

Na Bahia, o trabalho desenvolvido pelo empreendimento agropecuário Antônio Balbino é realizado atualmente em três fazendas: Fazenda Água Doce, Fazenda São Francisco e Fazenda Santo Antônio. Em adequação ao mercado, e por se manter em constante aprimoramento, em 2021 a Agropastoril Antonio Balbino torna-se Agro Antônio Balbino.